Séries/Filmes

Precisamos falar de “You”

03/03/2019

Olá, boa noite leitores!

Depois de uma despedida emocionante e um coração apertado por ter finalizado um ciclo profissional, cá estou tentando administrar meus sentimentos e me encontrar em meio a uma névoa que insiste em me deixar confusa. Cansaço? Talvez.

Para abstrair deixei os estudos de lado, não sei se vou conseguir por muito tempo, pois é algo que me faz bem, contudo, tenho que respeitar meu organismo, esse sim merece um descanso e para proporcionar isso nada como se refugiar com comidinhas gostosas e a querida Netflix.

A série escolhida foi YOU, comecei semana passada e hoje ao som de I Need My Girl, música que compõe a trilha sonora, começo a escrever e acho fundamental mencionar que estou no início do último episódio.

Aquela mescla de suspense, medo pelo que vou encontrar e acima de tudo a curiosidade me deixam alertas e por mais que a respiração e o coração insistem em ficar disparados lá vou eu para o desfecho dessa história.

03/03/2019 00:36

OMG! OMG! OMG! Que desfecho foi esse!? Estou absolutamente sem palavras! Bombardeada com um acontecimento e impactada com outro! Como é possível uma série atingir tanto a nossa mente? Penso ser custoso finalizar e não sentir nada, é absurdamente impressionante a construção das cenas e sentimentos que estimulam a reflexão e mais, nos fazem pensar que não é algo tão irreal, basta assistir os noticiários para ver casos semelhantes.

Perturbador, insano e extremamente instigante!

Abandonado pelos pais quando novo, criado por um homem que sempre acreditou que a conduta correta deveria ser traçada com o uso de castigos físicos e emocionais, Joe Goldberg trabalha em uma livraria como gerente e é através dela que conhece Guinevere Beck. Beck é escritora e assim como milhões e milhões de pessoas, compartilha sua vida nas redes sociais. Quem a conhece apenas através de tais canais, pensa que sua vida é perfeita, quando na verdade é repleta de altos e baixos, amizades fúteis, falsas e momentos desgastantes.

Goldberg começa a observar e acompanhar cada passo da escritora, desvendando seus medos e descobrindo seus sonhos e tudo isso a meros cliques de um celular. A situação aos poucos se torna tão obsessiva a ponto do jovem cometer loucuras, loucuras essas que ele atribui ao sentimento amor.

Diante de relacionamentos tóxicos, violência praticada a mulher, atitudes doentias e até mesmo mortes, o telespectador se sente atraído a cada novo minuto simplesmente pela curiosidade que é despertada por meio do suspense criado pela espetacular trilha sonora, fotografia, enredo e interpretação muito bem desenvolvida pelos atores.

Não há como não mencionar o quão assustador é a abordagem das mídias sociais e o quanto estamos expostos quando divulgamos uma simples foto e/ou localização. Penso que esse é o ápice da série, essa identificação que a pessoa sente ao perceber que cria uma vida perfeita nas redes sociais, a camuflagem dos problemas.

O personagem de Joe é doente (ouso dizer que um psicopata), ele age de forma fria e calculista e a cada ação é acompanhada de uma desculpa, sempre explica os acontecimentos como se ele próprio fosse a vítima e o mais estranho é que tentamos compreender devido a seu passado difícil, mas é tão perturbador que não há como aceitar.

Cheguei a ler alguns comentários na internet acerca da série e em sua maioria encontrei apenas positivos, realmente a Netflix está de parabéns! Super indico! Estou aguardando ansiosamente pela segunda temporada!

“As coisas mais valiosas da vida geralmente são…as mais indefesas.”

Trilha Sonora 📚

A série é inspirada na obra de mesmo nome, de Caroline Kepnes. Só tive a ousadia de assistir antes de ler, pois muitos leitores comentaram que a série tem um quê a mais e além disso, quero assistir a mais filmes e séries esse ano. Talvez leia o livro sim, ao que parece possui um desfecho diferente, o que torna tudo mais interessante.

Ficaram curiosos?

Assistam já na Netflix ou comprem o livro!

Boa leitura, boa série, beijos!