Resenhas

[Resenha] O Orfanato da Srta. Peregrine para Crianças Peculiares – Ransom Riggs (Jornada MLV #3)

23/01/2018

Olá, boa noite  leitores!

Terminei ontem a leitura de O Orfanato da Srta. Peregrine para Crianças Peculiares, do Ransom Riggs e estava louca para compartilhar minha opinião acerca da mesma! Adquiri este livro em uma super promoção e devo confessar que se não fosse por isso, talvez não teria comprado e nem adicionado na wishlist. O título possui uma história intrigante, imagens impactantes e foi muito discutido na época em que foi lançado! Fico feliz por ter saído da minha zona de conforto e ter descoberto esta história, que apesar de algumas ressalvas, ressalvas estas que citarei posteriormente, gostei muito! Não vejo a hora de prosseguir com a leitura dos demais livros que compõem a série, hihi! Esta é a minha terceira leitura finalizada da Maratona Literária de Verão. A primeira e a segunda já foram resenhadas e estão disponíveis no blog.

Em O Orfanato da Srta. Peregrine para Crianças Peculiares, conhecemos a história de Jacob, um menino de 16 anos que se surpreende ao descobrir que as histórias e fotos que seu avô sempre lhe contava e mostrava durante sua infância não passam de mera ficção para encantar uma criança, mas sim relatos sobre uma nova realidade, realidade esta que não somente pertencia ao mesmo, como a si.

Quando Jacob encontra seu avô quase sem vida caído no fundo do quintal, ele não acredita na criatura que somente ele pode visualizar, um ser bizarro que ao que parece foi o responsável por toda a tragédia e inocentemente decide compartilhar tal fato para seus familiares. Os mesmos é claro não acreditam e pensam que os relatos nasceram devido ao choque com toda a situação e a perda recente de um ente que o jovem admirava. Sabendo que não conseguirá alcançar nada e repleto de perguntas sem respostas, o jovem começa a estudar as últimas palavras proferidas pelo seu avô e conclui que a resposta que mais procura pode estar em ilha remota na costa do País de Gales, mais precisamente com uma senhorita chamada Peregrine, senhorita esta que no passado se correspondia com seu familiar.

Depois de utilizar falsos fatos e convencer seu psicólogo, Jacob consegue ,enfim, viajar com seu pai para a ilha. O mesmo concorda não somente porque pensa que ajudará o filho, como também porque aproveitará para recolher registros ornitológicos para seu novo livro. Ao chegar no local, Jacob se surpreende com o cenário encontrado e pouco a pouco começa a investigar e descobre que o orfanato, o local que seu avô passou um tempo razoável durante a guerra, que tanto procura, na verdade está em ruínas, ou é o que pensa a princípio.

Em meio a mistérios, aventuras arriscadas, pistas e muita coragem, Jacob descobrirá que há um novo “mundo” e que como seu avô, ele deverá defendê-lo e lutar muito para conseguir instaurar a paz e conhecer mais a fundo os moradores, o passado envolvendo o seu ancestral e também para aproveitar um novo sentimento que está surgindo e que ele jamais imaginou que poderia encontrar em tal lugar.

Que história intrigante! Eu já conhecia o enredo por ter lido a sinopse e também por ter visualizado algumas cenas da adaptação, contudo, não imaginava que fosse encontrar o que encontrei! Que experiência literária diferente e rica! O autor foi muito feliz ao adicionar fotografias em meio a história, sinto que ele fez isso para que soubéssemos exatamente como ele queria que visualizássemos os personagens e seus respectivos traços e personalidades. Confesso que inicialmente achei um tanto quanto impactante as ilustrações, fiquei com um medinho, sabe?! Haha! Porém, depois que me acostumei com os personagens, o mesmo foi se extinguindo e ao finalizar uma descrição já ficava super animada para poder ver com detalhes a foto e comparar com o que havia imaginado.

O enredo de forma geral é envolvente, você inicia a leitura e até um certo ponto tudo que mais quer saber é acerca do grande mistério, pode desconfiar, mas o que encontrará é genial! Arrisco dizer que é um mundo paralelo, ou melhor, uma fenda no tempo, fenda esta onde as pessoas vivenciam uma única data, dia após dia e que apesar das limitações, vivem felizes e se desafiam a cada novo amanhecer. A única menção que devo fazer e que não é um ponto positivo para esta história é em relação aos capítulos/trechos que discutem acerca de um assunto por muito tempo, o que acaba cansando o leitor e que de certa forma não o deixa se envolver tão profundamente com os personagens de modo a conhecer seus sentimentos e pensamentos. Adoraria ter sentido mais o clima de intensidade os quais os personagens presenciaram, pois penso que foi um pouco superficial, o enfoque da trama ficou muito mais nos acontecimentos do que nos personagens.

Por fim, como não citar o desfecho? Eu fiquei inconformada, fui lendo as últimas páginas torcendo para que o mesmo não acabasse sem resposta e foi exatamente o que aconteceu. É o típico livro que você deve estar de posse das continuações, pois caso contrário, nasce um sentimento de não conclusão, como se você não tivesse terminado.

Poxa, Ransom, que maldade, hahaha!

Diagramação ?️

Eu AMO livros com capa dura e AMO ainda mais quando os mesmos apresentam jacket, que é aquela capa de papel que envolve a edição! Acho tão charmoso e prático poder ter duas opções de capa e ao realizar a leitura tirar a de papel para proteger e evitar possíveis acidentes e voltar com a mesma apenas quando for para guardar na estante!

A jacket possui uma ilustração peculiar e confesso que não tenho coragem de ficar olhando por muito tempo, haha! #timedasmedrosassim A escolha das cores e das fontes proporciona ao leitor a visualização do que encontrará no miolo da edição, é como se preparasse a mente do mesmo para a experiência! A capa dura possui um belo tom de lilás e uma ilustração que representa o enredo. As contra guardas e o início dos capítulos possuem uma estampa com tons sóbrios que conferem elegância. E as folhas possuem pequenas ilustrações na parte inferior.

O livro foi impresso com papel pólen e entre os capítulos é possível conferir diversas fotografias que foram escolhidas a partir de arquivos pessoais de dez colecionadores. São fotografias antigas autênticas que em sua maioria não sofreram grandes tratamentos.

O que se pode concluir com relação à diagramação é que esta obra foi desenvolvida com o intuito de transformar uma simples experiência literária em uma que envolvesse completamente o leitor! Eles pensaram em cada detalhe, desde a escolha das cores e fontes até as fotografias! Tenho muita curiosidade de saber qual foi o tempo total necessário de pesquisa para concluir este belo trabalho! Imagino que muito, não?!

Logo após escrever esta resenha, fui correndo assistir ao filme (minha mãe também topou e foi tão divertido ) e é claro que eu não poderia deixar de comentar o que achei acerca do mesmo para vocês!

Gostei muito da escolha dos atores e atrizes, os cenários e a fotografia do filme são bonitas e a história apesar de não se manter totalmente fiel, o que é normal, já que estamos falando de uma adaptação, é bem atraente e interessante! Senti que ao contrário do livro, o filme foi desenvolvido para que o desfecho não ficasse “incompleto”, ou seja, o mesmo não apresenta uma margem tão grande e/ou óbvia para uma continuação. Além do suspense e mistério, encontramos também também pitadas de romance e humor! (Dei boas risadas em algumas cenas, haha!)

Super recomendo o filme para todos que já leram o livro e caso pensem em fazer comparações, já aviso para não serem tão rigorosos, porque há sim muitas diferenças envolvendo nomes, fatos, situações e até mesmo peculiaridades, mas que não atrapalham em nada a experiência, pelo contrário, devo confessar que em determinados momentos me senti até mais envolvida!

Já leram este livro ou assistiram ao filme? Se sim, me contem o que acharam!

Boa leitura, beijos!