Resenhas

[Resenha] Conversando com Mrs. Dalloway – Celia Blue Johnson

By on 28/01/2016

Oii, boa noite leitores!

A resenha de hoje vai agradar a todos que assim como eu adoram saber mais sobre os bastidores de um livro, acho super interessante saber como o autor chegou ao enredo, de onde surgiram os personagens, se ele se inspirou na sua própria vivência ou se é tudo ficção.

Logo no início do livro a autora descreve como o livro surgiu e o por que do título ser “Conversando com Mrs. Dalloway”:

“Num dia de inverno, finalizei a leitura de Mrs. Dalloway pela terceira ou quarta vez e decidi investigar o que aconteceu antes da criação da primeira página. Refiz os passos de Virginia Woolf que antecederam o nascimento de sua sofisticada socialite, e logo descobri que existia uma Mrs. Dalloway na vida real, uma mulher tão complexa quanto a homônima fictícia. Comecei então a especular sobre as origens dos meus livros favoritos, e fui atrás das inspirações que levaram os escritores a criar suas obras literárias mais famosas. Este livro é o resultado dessa busca.”

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A cada capítulo do livro é abordado um autor diferente com sua respectiva obra, temos desde Jane Austen até J. R. R. Tolkien. É emocionante poder conhecer um pouco melhor os pensamentos e a maneira como esses grandes nomes da literatura começaram e também suas inspirações.

 

O Corvo – Edgar Allan Poe (1845)

“Como Barnaby é um idiota, minha ideia é fazer com que esteja sempre acompanhado
de um corvo de estimação, infinitamente mais inteligente que ele. Portanto, venho
analisando meu pássaro, e acho que posso transformá-lo num personagem bem
diferente.”

Anna Karenina – Leon Tolstói (1875)

“Involuntariamente, sem querer, sem saber por que nem o que poderia sair dali,
imaginei personagens e acontecimentos, comecei a deixar-me ir e logo, naturalmente, tratei de fazer mudanças, e de repente as tramas se entrelaçavam tão bem e com tanta verdade que o resultado foi um romance.”

O Hobbit – J.R.R. Tolkien (1937)

“Na verdade, não fosse pelo tamanho, posso me considerar um hobbit. Gosto de
jardins, árvores e fazendas não mecanizadas, fumo cachimbo e gosto de comida
comum (não refrigerada). Gosto de paletós enfeitados, e até ouso usá-los nesta nossa
época tão sem graça.”

O leão, a feiticeira e o guarda-roupa – C.S.Lewis (1950)

“Não sei muito bem o que me levou, naquele ano exatamente, a sentir que não era um
simples conto de fadas, mas um conto de fadas para crianças, o que eu deveria
escrever. E era uma questão de vida ou morte.”

A leitura é tão empolgante que nem senti o tempo passar, queria muito que tivesse um segundo volume, fiquei super curiosa para saber sobre mais autores, afinal nomes não faltam,rs.

Boa leitura, beijos! ♥

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